Mas, não é! A empresa belgo-brasileira InBev anunciou hoje a compra da sua rival americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser, por US$ 52 bilhões.
Para se ter uma idéia do que isto significa, basta dizer que com a aquisição, a InBev se torna líder mundial na indústria cervejeira e uma das cinco maiores empresas de produtos de consumo do mundo. A nova companhia chamada Anheuser-Busch InBev – com certeza, um nome quase que impronunciável para milhões de brasileiros, terá um faturamento anual de US$ 36 bilhões e 460 milhões de hectolitros em vendas (é muuuito líquido!), com marcas de muito sucesso mundo afora como Stella Artois, Beck’s e Budweiser.
Alguns americanos parecem não estarem nada confortáveis com a situação e criaram iniciativas na web como www.saveab.com que diz que a Budweiser não é apenas “uma marca de St Louis, mas sim uma marca americana” e que é preciso salvar a AB (Anheuser-Busch). Até o próprio candidato democrata à Presidência, Barack Obama, chegou a declarar dias atrás que seria “uma vergonha se estrangeiros se tornassem donos da Bud”. Porém, o mercado aqui é mais hostil que a vontade nacionalista de americanos em preservar a tradição da marca Budweiser.
O fato é simples, como o Sr. Carlos Brito, o líder que comandará esta mega companhia, mesmo coloca: “A combinação (das empresas) vai criar uma companhia global mais forte e COMPETITIVA, com potencial para crescer em todo o mundo”. E põe competitividade nisso! A nova empresa além de ser a maior do mundo, terá um portfólio diversificado com posições de liderança em cinco dos maiores mercados mundiais: China, Estados Unidos, Rússia, Brasil e Alemanha
A expectativa que fica é saber até que ponto a maior empresa de cervejas do mundo respeitará o apego de milhões de clientes a determinadas marcas. Neste caso, fica aquela sensação que muito poder de mercado concentrado na mão de uma única empresa parece não ser bom. É esperar, para, talvez, não ver!
Arquivado em: Uncategorized | Etiquetado: aquisição, bebidas, Inbev